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terça-feira, 6 de março de 2012

Comandante de batalhão de Guarulhos (SP) diz que CCZ não deve se responsabilizar por proteção animal

Entrevista

Comandante de batalhão de Guarulhos (SP) diz que CCZ não deve se responsabilizar por proteção animal

06 de março de 2012 às 9:40

 


A proteção animal deve estar nas ações das secretarias de meio ambiente (Foto: João Machado)
Cada vez mais frequentes em círculos de discussões, a defesa dos direitos dos animais e as políticas para sua viabilização refletem diretamente em análises sobre as ações dos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) das grandes cidades. Em Guarulhos o quadro não difere.
Para o comandante do 31º Batalhão da Polícia Militar de Guarulhos, tenente coronel Antonio Belucci, que há cinco anos concilia sua carreira de três décadas na corporação com o resgate de cães em situação de risco, um dos passos para a solução em torno do assunto pode estar em um remanejo nas secretarias municipais.
O coronel Belucci já resgatou dezenas de cães das ruas, a maioria parte muito doente e vítimas de maus-tratos, e defende que questões relacionadas à proteção animal sejam retiradas da alçada dos CCZs, que são geridos pelas secretarias de Saúde.
Com perspectivas de aposentadoria na PM em maio, Belucci conta ainda em entrevista à Folha Metropolitana momentos marcantes de sua trajetória na corporação, além de explanar suas análises sobre o papel da polícia, os desafios da segurança pública e o combate à criminalidade.
Folha Metropolitana – Por que a proteção animal não deve estar vinculada ao CCZ?
Antonio Belucci – Os Centros de Controle de Zoonoses, como o próprio nome diz, devem ser responsáveis pelo controle de zoonoses, de doenças, para a saúde animal e a saúde pública. Por isso eles estão vinculados às secretarias de Saúde. A proteção animal e a garantia dos direitos dos animais devem estar dentro das ações das secretarias de meio ambiente, que cuida de questões pertinentes a isto.
FM – Qual sua avaliação sobre o funcionamento do CCZ de Guarulhos?
Belucci – O CCZ opera em seu limite, quer dizer, não dá conta da demanda. É como falei: não deveria englobar ações relacionadas à proteção. Também considero que sua estrutura possa não ser adequada para o tratamento de todos os animais recebidos. Não sei se há uma enfermaria adequada, profissionais 24h para os animais em tratamento, enfim, é preciso avaliar estas questões. E eu não estou falando isso no sentido de apontar os profissionais de lá, mas o funcionamento de maneira de geral, levando em conta também a concepção dos CCZs.
FM – Como começou sua trajetória em resgate animais?
Belucci – Quero deixar claro que não me considero protetor animal, nem acho que o que faço é resgate. Acolho animais de acordo com o possível, não tenho abrigo, não sou ligado a ONGs, enfim. Essa história começou em 2007, durante uma desapropriação em uma comunidade, quando um cachorro doente estava prostrado sob o sol quente enquanto a família era desapropriada e o trator tentava entrar para demolir. Ele estava com berne ao redor do rabo. Olhei, senti pena e pedi para que soldados o levassem à clínica da Universidade Guarulhos. Lá ele se recuperou, ficou um tempo no batalhão, ganhou o nome de Moleque, até que um dos PMs o levou para casa. Mas, infelizmente, ele acabou fugindo e não foi mais localizado.
FM – Quantos cães já resgatou?
Belucci – Foram vários. Houve uma época em que eu tentava contar quantos havia recolhido e ajudado, porém, desisti, perdi a conta. Sei que muitos foram para um novo lar, alguns não resistiram, mesmo com tratamento. Atualmente estou com oito cães no batalhão prontos para doação.
FM – Qual o principal desafio para a defesa dos direitos do animal?
Belucci – Pode parecer que não, mas considero que o maior desafio esteja relacionado à questão cultural. Inclusive, por este fator, muitas vezes o que vemos como maus-tratos, a pessoas que o comete não entende como sendo. Falta conhecimento para que haja posse responsável, há a questão financeira, pois muitas vezes uma família não tem condições de oferecer as vacinas, uma ração adequada.
Entrevista completa:

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Silvia (amorcao)